A concessionária anunciou plano para 1.200 novos empregados próprios, mas contratou apenas 176 pessoas

Quase um ano atrás, São Paulo enfrentou uma tempestade intensa que deixou milhares de pessoas sem eletricidade por vários dias. Em resposta à crise, a Enel anunciou um plano para melhorar a qualidade do serviço, prometendo contratar 1.200 novos funcionários próprios em 12 meses, o que representaria um aumento de 31% no quadro de empregados. No entanto, o dado mais recente mostra que apenas 176 pessoas foram contratadas, o que equivale a 4,6% da promessa.
Em 3 de novembro do ano passado, uma mudança climática significativa causou uma crise na relação entre a Enel, seus clientes e o poder público.
Meses depois, em abril de 2024, a Enel São Paulo apresentou um “plano estruturado de ações” para “reforçar a resiliência da sua rede elétrica diante dos crescentes desafios climáticos”. Um dos pontos principais da estratégia era a “contratação de até 1.200 colaboradores próprios nos próximos 12 meses para reforçar as operações em campo e reduzir o tempo médio de atendimento aos clientes”.
Os dados apresentados pela empresa ao mercado financeiro indicam que a contratação de equipes próprias ainda está abaixo do prometido.
Logo após o apagão do ano passado, o número de empregados próprios da Enel SP diminuiu em nove no quarto trimestre de 2023. As contratações foram retomadas no início de 2024, com a adição de 48 novos técnicos próprios entre janeiro e março. No segundo trimestre, mais 137 trabalhadores foram contratados pela Enel SP.
Assim, a equipe de empregados aumentou em 176 pessoas desde o apagão de novembro do ano passado. O dado mais recente mostra que a Enel SP possui 4.039 empregados próprios.
No entanto, houve um aumento mais significativo nas equipes terceirizadas. No mesmo período, 1.069 pessoas foram contratadas por prestadores de serviços. O plano da empresa, porém, não mencionava uma meta de ampliação das equipes terceirizadas – apenas dos técnicos próprios.
Fonte: CNN News
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